A influência da transição de ambientes na resposta fisiológica e na percepção térmica em um living lab
Brenda Loeser (Universidade Federal de Santa Catarina)
Natasha Hansen Gapski (Universidade Federal de Santa Catarina)
Mateus Bavaresco (Universidade Federal de Santa Catarina)
Liége Garlet (Universidade Federal de Santa Catarina)
Ana Paula Melo (Universidade Federal de Santa Catarina)
Roberto Lamberts (Universidade Federal de Santa Catarina)
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Abstract
A aclimatação dos ocupantes em rotinas que envolvem a transição entre ambientes internos e externos, por vezes, aumenta o consumo de energia dos edifícios. Este estudo avaliou a influência da transição de ambientes para ocupantes de um living lab. Monitoraram-se as variáveis fisiológicas e ambientais dos participantes e aplicaram-se questionários. A análise concentrou-se nos dados do período pós-almoço, quando os participantes retornavam ao ambiente monitorado. Os resultados mostraram que a temperatura da pele e frequência cardíaca variam conforme o local onde o participante almoçou, porém, após 5 a 10 minutos do retorno, as curvas de variação são similares. O mesmo padrão foi observado nos votos de sensação, preferência, aceitabilidade e conforto térmico. Enquanto as respostas imediatas após o intervalo de almoço apresentaram maior variabilidade, as seguintes (10 a 60 minutos) foram mais homogêneas, com tendências de sensações neutras, preferências sem alterações no ambiente, maiores níveis de conforto e aceitabilidade. Esses resultados podem orientar diretrizes de comportamento do usuário na busca por ambientes mais satisfatórios, confortáveis e energeticamente eficientes.